quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

momentos efêmeros

o mundo girou rápido demais,
um longo dia passou num piscar de olhos,
quando a noite chegar, nada mais importará,
o seu sorriso ficou para trás, saudades infinitas,
momentos efêmeros...
num rastro deixado apenas por alguns instantes, apenas alguns segundos,
sem sentido passa,
achando que há algum sentido,
talvez o sentido nas palavras vazias jogadas ao vento,
o vento que sopra os seus cabelos.
rápido demais, rápido demais...
pareceu um sonho, como se fosse...
um sonho, um sonho triste na escuridão da noite,
na escuridão da mente,
da mente assombrada por pesadelos infames,
assombrada
assombrada dia e noite.
dia e noite, tempestades chegando forte,
sem sentido a vida passa,
tão rápido, inconsistente.
tão inconsistente!
tudo está em sua mente?
é tudo o que você acredita?
sonhos e pesadelos?
vida e morte?
o tempo? o tempo perdido?
o sorriso perdido, o beijo perdido...
o filho.
o filho.
momentos efêmeros...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nunca mais!

Adeus Senhorita!
nunca mais te vi, nunca mais!
nunca mais dancei aquela nossa canção,
nunca mais senti a brisa tão leve como naqueles tempos, nunca mais!
nenhum beijo igual, nenhum outro igual!
aquelas nossas conversas por horas a fio, nunca mais, nunca mais!
aquela pele envolvente, o som da tua voz como hino angelical.
aqueles tentadores movimentos do teu corpo mesmo imóvel, tua transpiração!
aquele caminhar sob a chuva caindo sem parar
e o cheiro de terra molhada confundindo o doce aroma de teu perfume.
nunca mais, nunca mais.
nunca mais vi um olhar tão profundo. Os olhos, o tom da pele,
o vento soprando teus cabelos soltos.
O mar te querendo, eu te querendo mais que o mar!
mais que o infinito, mais que tudo.
Te querendo mais que tudo.
Te querendo outra vez.
Nunca mais, nunca mais.
Nunca mais saiu de meus pensamentos, nunca mais.
Adeus Senhorita, adeus!